Além de Marcelo Cabo, seu filho e auxiliar Gabriel também jogou Futsal no Vasco; filha vascaína teve ‘empurrão’ de Fellipe Bastos

Marcelo Cabo foi anunciado como técnico do Vasco para a temporada 2021, mas a relação com o clube não é nova e tem até mesmo um traço familiar. Hoje treinador, ele é ex-jogador de futsal e defendeu o Cruz-Maltino há mais de duas décadas. Gabriel, filho e auxiliar do treinador, também teve passagem pela modalidade na Colina.

Além disso, Maria Eduarda, de 16 anos, filha caçula de Cabo, é torcedora do Vasco e viralizou nas redes sociais após publicar um vídeo desejando boa sorte ao pai neste novo ciclo da carreira, no clube do coração dela.

“E meu pai, que vai ser técnico do meu time de coração (…) Te amo. Vai dar tudo certo, vai dar muita alegria pro meu Vascão ainda”, escreveu ela em mensagem que aparece no vídeo.

A paixão de Duda, como é conhecida, pelo Cruz-Maltino, inclusive, teve como grande incentivador um velho conhecido da torcida: o volante Fellipe Bastos, que tem três passagens por São Januário e nunca escondeu o afeto pelo clube.

Marcelo Cabo conhece Bastos, praticamente, desde o nascimento e a relação entre eles se tornou quase que familiar, com o jogador tendo o treinador como uma espécie de “tio”. Em 2010, o volante, que havia chegado ao Vasco por empréstimo do Benfica, de Portugal, passou a convidar Maria Eduarda aos jogos na Colina.

Em uma partida contra o Gêmio, na edição do Brasileiro daquele ano, ele marcou um dos gols no empate em 3 a 3 e comemorou com um coração na direção onde onde Duda se encontrava na arquibancada.

Fellipe Bastos foi contratado pelo Vasco em negociação que envolveu também o acerto com o atacante Eder Luis, que também estava no clube português. Na Colina, fez parte do elenco que conquistou a Copa do Brasil e foi vice do Brasileiro em 2011.

Em 2013, o volante foi emprestado à Ponte Preta, temporada em que trabalhou com Marcelo Cabo, que, na ocasião, era auxiliar do técnico Jorginho. Retornou a São Januário no início de 2014, mas foi cedido ao Grêmio pouco depois. Em 2019, acertou a volta e ficou na Colina até o fim do ano passado.

Filho de Cabo também atuou no futsal

Gabriel Cabo, que chega ao Vasco como auxiliar do pai, também tem relação com o clube. Ainda pequeno, ele defendeu o Cruz-Maltino no futsal. Em um registro de 2005, ele aparece na equipe pré mirim, antes de uma partida pelo Campeonato Estadual da categoria.

Cabo, um jogador técnico

Hoje treinador, Cabo foi jogador de futsal e teve passagens por times como Fluminense, Flamengo, Tio Sam e o Vasco, onde chegou em 1997, já na reta final da trajetória dentro das quatro linhas. À época, mesmo com um elenco enxuto, o Cruz-Maltino eliminou o rival Flamengo na semifinal do Carioca da modalidade, mas acabou perdendo a final para o Tio Sam, que conquistava o tetra na ocasião.

“Ele jogou no Olaria, Flamengo, Tio Sam… Teve passagens em vários clubes. E, depois, foi treinador do Olaria. Ele foi um grande jogador, possuía boa técnica, de ótima marcação e com qualidade no passe”, disse o comentarista de futsal do SporTV, Marcelo Rodrigues, que completou:

“Ele é um treinador que usa alguns padrões oriundos do futsal. Fez isso no CRB, no CSA e no próprio Atlético-GO. É muito legal ver um atleta que saiu do futsal trilhar esse caminho. E ele acompanha [futsal] até hoje. Às vezes, estamos na transmissão e ele manda mensagem dizendo que está assistindo”.

O vascaíno Eduardo Magalhães, 39, teve a oportunidade de ver o trabalho feito por Cabo no Olaria, quando o treinador dava os primeiros passos à beira da quadra. Hoje advogado, ele jogava pelo time juvenil do futsal do Azulão da Bariri e, de vez em quando, treinava com os profissionais.

“Às vezes, fazíamos alguns treinos com os profissionais. Era o início dele como treinador no futsal. Naquela época, ele se mostrava bem dinâmico, tinha uma metodologia de trabalho bem bacana. A gente via a diferença”, disse.

Eduardo, inclusive, chegou a ver, da arquibancada, alguns jogos de Marcelo Cabo como jogador e aprova o acerto dele com o Cruz-Maltino.

“Eu era pequeno, mas cheguei a ver alguns jogos dele pelo Vasco. Ele era fixo, um jogador que jogava mais duro. Atualmente, vem fazendo bons trabalhos. O Vasco não está podendo pegar fortuna e acho que ele é uma boa aposta. Digo isso não só porque conheço, mas porque ele tem feito bons trabalhos, e conseguindo resultados positivos”, afirmou.

Aprendiz de Jorginho e espelho em Tite

Amigo de longa data de Jorginho, Marcelo Cabo vê o ex-lateral e hoje técnico como se fosse um irmão mais velho. “É uma figura ímpar em todos os sentidos. Ele influencia minha vida e da minha família”, explicou, em 2016, ao Blog do Salim, então hospedado no UOL Esporte, pouco depois de conseguir o acesso à Série A do Brasileiro com o Atlético-GO.

Cabo já foi auxiliar de Jorginho e, inclusive, quando o tetracampeão fez parceria com Dunga à frente da seleção brasileira, levou consigo o hoje treinador do Vasco, na função de analista.

“Desde 2007 integrei a comissão técnica da seleção. Estive nas Eliminatórias, na Copa das Confederações e no Campeonato Mundial da África do Sul. Era observador técnico da equipe do Dunga e do Jorginho. Foi um aprendizado muito grande e importante para mim”, lembra Marcelo.

O novo comandante cruz-maltino tem também como espelho Tite, atual técnico da seleção brasileira.

“Eu que estou de olho no Tite, já li o livro dele todo. Ele se tornou uma referência para nós, treinadores da nova geração”, afirmou, em 2016, ao ser questionado, com bom humor, no programa Troca de Passes, da SporTV, se Tite deveria se preocupar e ficar de olho nele.

Duda já curou um câncer

A vascaína Duda está completamente curada de um câncer que foi descoberto no fim de 2018, quando ela tinha apenas 14 anos. À época, o treinador estava no CSA e recebeu a notícia dias depois da vitória sobre o Juventude, em Caxias do Sul, que garantiu o acesso à Série A do time de Alagoas.

“O chão sai, né? Ela é a caçula, a xodó da família, e passa muita coisa na cabeça. Mas Deus é maravilhoso e nos deu força pra suportar esse momento”, contou Marcelo, em entrevista por telefone ao UOL Esporte.

“A gente tinha subido no sábado, contra o Juventude. Eu estava almoçando com o governador na terça-feira e, quando acabei o almoço, tinham 30 ligações da minha esposa. Minha filha estrava com refluxo e um pouco de dor de estômago. Ela foi fazer o exame e acabou diagnosticada com o tumor no pâncreas. Nós ficamos muito assustados na época, até pela idade dela”, recordou o treinador, que contou um pouco sobre esse período em recente entrevista ao UOL Esporte.

Fonte: UOL

Autor:gctofjv1970

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